quinta-feira, 24 de setembro de 2009

O meu tempo do futuro

A dois dias das eleições começa a perceber-se que Manuela Ferreira Leite não conseguiu conquistar ninguém além dos 30% sociais-democratas. Mesmo estes, como já disse, Manuela não entusiasma, prevalecendo o amor ao partido.

Ao contrário do que se pensa, os Portugueses são inteligentes a votar. Não têm problemas em mudar de partido e sabem quando puxar as orelhas. Veja-se a votação para as europeias. Sócrates encaixou a mensagem e mudou, os Portugueses gostaram que os tivesse ouvido.

Mesmo com toda a cor com que lhe ruborizam artificialmente a face, MFL não deixa de parecer um filme a preto e branco. A mensagem que fica é que, com ela, o país pára. Da estratégia de que não faz promessas, fica a ideia de que nada fará. Do seu programa, do seu discurso, não há uma mensagem de optimismo, um rumo para o futuro. O futuro de MFL foi ontem. O seu ideal de futuro é a nostalgia do seu passado.

Todos sabemos que “no meu tempo” o verão era mais quente, o céu era mais azul, os campos mais verdes, as águas mais limpas.

Era tudo isso ou então tínhamos 20 anos.

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