Pedro Passos Coelho apareceu na campanha do PSD. Faz lembrar as manifestações públicas de apoio dos presidentes dos clubes aos seus treinadores, antes de os despedirem na semana seguinte.
Não sei se inspirada pela presença de Passos Coelho, Manuela já referiu que, caso perca as eleições, não há razões para deixar a liderança do partido. Obviamente que há e é claro que o partido vai mudar de mãos.
Manuela Ferreira Leite, que sustentou os seus discursos e comícios do fim-de-semana com o tema “não quero viver num país onde um Jornal de referência é alvo de escutas”, vem agora dizer que a demissão de Fernando Lima em nada prejudica a sua campanha e que se tratam de questões laterais. São curiosos estes factos políticos: quando surgem são balões de oxigénio para a oposição que os repete até à exaustão, quando são desmentidos são acontecimentos menores sem relevância. A imagem de seriedade de Manuela Ferreira Leite está mais pálida que a dos 3 pastorinhos no museu de cera.
Cavaco Silva, que vê os telejornais de Sexta, Sábado e Domingo; que, tal como os jornalistas, não é ingénuo; que via com preocupação as supostas ingerências do governo nos órgãos de comunicação social; que, depois das eleições, se ia dedicar às importantes questões de segurança em que Sócrates tinha o seu nome envolvido, engoliu um sapo. Como o sapo é de facto muito grande, partilhou-o com Ferreira Leite, com Rangel e com Pacheco Pereira. A estratégia de influenciar negativamente a prestação de um partido em campanha (PS), intervindo a dizer que não podia intervir (fomentando a suspeição), revelou-se fatal. Ferreira Leite foi ao tapete e Cavaco não só está no ringue como está a apanhar.
Nestas eleições há, politicamente, algo que separa substancialmente os dois principais candidatos: de um lado vota-se em José Sócrates candidato pelo PS, do outro vota-se no PSD apesar da candidata ser Ferreira Leite. Faz toda a diferença.
terça-feira, 22 de setembro de 2009
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